Pode o sysadmin viver em um mundo sem scripts?

Chegou com certo atraso, é verdade, mas parece que o conceito “Gerência de Configurações” desembarcou no Brasil para ficar. Se você ainda não sabe o que é isto, pode ser interessante dedicar alguns minutos ao tema. Neste artigo você poderá conferi...

Tuesday, 23 de April de 2013

Chegou com certo atraso, é verdade, mas parece que o conceito “Gerência de Configurações” desembarcou no Brasil para ficar. Se você ainda não sabe o que é isto, pode ser interessante dedicar alguns minutos ao tema. Neste artigo você poderá conferir o essencial, para quem deseja dar os primeiros passos neste conceito que veio para revolucionar o cotidiano dos profissionais de infraestrutura.

Durante muito tempo o cotidiano do sysadmin de soluções open source foi regido por scripts caseiros que, aparentemente, eram capazes de solucionar todas as questões do dia a dia profissional. Na prática, os scripts eram muitos mais lentos e improdutivos do que aparentavam a primeira vista. Imagine as seguintes tarefas:

  • Adicionar, remover ou trocar senhas de usuários;
  • Instalar, remover e atualizar pacotes;
  • Criar e modificar arquivos de configuração;
  • Iniciar e manter serviços rodando – mesmo após um boot. 

Em ambientes mistos, é provável que os scripts não consigam prever exceções, lidando assim de maneira inapropriada com os diferentes sistemas operacionais. Tal característica faz com que a criação e manutenção de scripts consuma muitas horas das equipes envolvidas. Uma alternativa aos scripts manuais poderia ser a administração utilizando SSH em Loop, com o auxílio de programas como o ClusterSSH. O problema é que este tipo de demanda leva tempo e nem sempre o resultado obtido é igual ao planejado pela equipe de sysadmins. É normal que vários ajustes precisem ser executados, até que o objetivo seja alcançado. A conclusão de todo este processo, é de que as ferramentas e técnicas que antes resolviam os problemas, deixam de ser produtivas e eficazes a medida que cresce o parque de TI. Quanto mais servidores, mais improdutivos serão os velhos scripts, e mesmo a administração utilizando SSH em Loop, o que implica dizer que as técnicas tradicionais não conseguem dar vazão às demandas.

Conversamos sobre o tema com Gabriela Dias, 30 anos, gerente de infraestrutura e treinamentos da 4Linux. Confira o bate-papo:

4Linux: O Puppet promete aos seus utilizadores "a possibilidade de fazer muito mais em menos tempo", a promessa é verdadeira?

Gabriela Dias: Com certeza. Me arrependo de não ter conhecido Puppet há alguns anos atrás. Qualquer administrador de sistema que deseje controlar integralmente a sua rede, precisa do auxílio de um Gerenciador de Configurações, e o Puppet desempenha muito bem esse papel, de uma forma simples e intuitiva.

4Linux: Então, como o Puppet pode efetivamente mudar, para melhor, o cotidiano dos profissionais de TI?

Gabriela Dias: Pergunte para qualquer administrador de rede se ele gostaria de se proteger contra alterações erradas de arquivos nos servidores em produção, remoção de pacotes por descuido, e também que os resets de senhas a cada troca fossem quase que em tempo real. O Puppet pode nos ajudar nessas e em muitas outras atividades. Como a própria Puppet Labs diz, o Puppet permite que a tecnologia trabalhe para você, e não que você fique refém da tecnologia.

  

  

 

Compartilhe esta página