SysAdmin e SysAdmins que valem por 1000

Como melhorar o desempenho de um Sysadmin.

Tuesday, 25 de March de 2014

 

 

Durante muito tempo o cotidiano do sysadmin de soluções Open Source foi regido por scripts caseiros que, aparentemente, eram capazes de solucionar todas as questões do dia a dia profissional. Na prática, os scripts eram muitos mais lentos e improdutivos do que aparentavam a primeira vista. Imagine as seguintes tarefas:

 

  • Adicionar, remover ou trocar senhas de usuários;

  • Instalar, remover e atualizar pacotes;

  • Criar e modificar arquivos de configuração;

  • Iniciar e manter serviços rodando – mesmo após um boot.

 

 

Veja o que diz um gerente de um data center que não quis se identificar para esse artigo:

 

Sistemas como os nossos que escalam horizontalmente e fazem uso de muitas máquinas pequenas e, ainda mais, de AWS, pedem automação. Nesse universo o cara que conhece as ferramentas de automação, AWS, shell, e um pouco de alguma linguagem de programação saem muito na frente do sysadmin tradicional. Se o ambiente da empresa for propício a DevOps, aí a coisa faz mesmo diferença, o departamento todo de Infra tende a sumir... Outra coisa que amplia essa capacidade é o uso de serviços que estão se integrando com o dia a dia da empresa, aqui vale tudo o que o AWS oferece (RDS, SQS, ElasticCache etc), GitHub, Stackdriver, NewRelic, Google Apps, Cloudability, etc.

 

 

Em ambientes mistos, é provável que os scripts não consigam prever exceções, lidando assim de maneira inapropriada com os diferentes sistemas operacionais. Tal característica faz com que a criação e manutenção de scripts consuma muitas horas das equipes envolvidas. Uma alternativa aos scripts manuais poderia ser a administração utilizando SSH em Loop, com o auxílio de programas como o ClusterSSH. O problema é que este tipo de demanda leva tempo e nem sempre o resultado obtido é igual ao planejado pela equipe de sysadmins. É normal que vários ajustes precisem ser executados, até que o objetivo seja alcançado. A conclusão de todo este processo, é de que as ferramentas e técnicas que antes resolviam os problemas, deixam de ser produtivas e eficazes a medida que cresce o parque de TI. Quanto mais servidores, mais improdutivos serão os velhos scripts, e mesmo a administração utilizando SSH em Loop, o que implica dizer que as técnicas tradicionais não conseguem dar vazão às demandas.

 

Conversamos sobre o tema com Gabriela Dias, gerente de infraestrutura e treinamentos da 4Linux. Confira o bate-papo:

 

4Linux: O Puppet promete aos seus utilizadores "a possibilidade de fazer muito mais em menos tempo", a promessa é verdadeira?

 

Gabriela Dias: Com certeza. Me arrependo de não ter conhecido Puppet há alguns anos atrás. Qualquer administrador de sistema que deseje controlar integralmente a sua rede, precisa do auxílio de um Gerenciador de Configurações, e o Puppet desempenha muito bem esse papel, de uma forma simples e intuitiva.

 

4Linux: Então, como o Puppet pode efetivamente mudar, para melhor, o cotidiano dos profissionais de TI?

 

Gabriela Dias: Pergunte para qualquer administrador de rede se ele gostaria de se proteger contra alterações erradas de arquivos nos servidores em produção, remoção de pacotes por descuido, e também que os resets de senhas a cada troca fossem quase que em tempo real. O Puppet pode nos ajudar nessas e em muitas outras atividades. Como a própria Puppet Labs diz, o Puppet permite que a tecnologia trabalhe para você, e não que você fique refém da tecnologia.

 

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